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Comunicaciones |
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Estructura de los medios |
Mesa 3.1. Estructura de los medios 1: Estructura de diferentes sistemas comunicativos
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| Meireles Graça, Sara - |
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Que futuro para o sector das notícias em Portugal?
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O mundo do jornalismo e dos jornalistas está inquieto quanto ao seu futuro e sobre o melhor posicionamento profissional a adoptar no interior da indústria dos media, perante as mutações económico-tecnológicas em curso no sector das notícias. Nos últimos cinco anos, tem vindo a adensar-se o ambiente de perda de influência das redacções tradicionais e do ‘estatuto especial’ que tradicionalmente ocupavam nos media. As redacções necessitam de vender conteúdos e de dar lucro: não são mais encaradas como as ‘secções de prestígio’ do grupo empresarial, mesmo que ainda representem um bom veículo para a disseminação dos diversos consumíveis produzidos pelos conglomerados mediáticos a que pertencem. A indústria dos media está, sobretudo, preocupada em travar o declínio nas vendas de jornais impressos e em recuperar anunciantes, com recurso a outros suportes considerados mais atractivos e estimulantes aos consumidores. A estratégia de gestão empresarial pensada para o sector das notícias é o da convergência multimédia. A informação deve ser construída para a difusão adaptada às plataformas digitais de conteúdos integrados (texto, som, imagem, hiperligações). O ambiente de concorrência e de experimentação quanto às melhores formas de conquista de novos públicos - leia-se de usuários mais desligados de gatekeppers e marcas, autónomos na escolha e de acesso gratuito a produtos espartilhados por vários meios de comunicação-, tem ajudado ao afastamento da ideia democrática quanto ao benefício social da informação em processo de adaptação a “nichos de mercado”. Alguns relatórios e planos estratégicos que estão em implementação pela indústria para a salvação dos seus jornais impressos , seguindo a análise dos consultores de media, tornam mais transparente essa realidade: as notícias têm de ser adaptadas aos novos estilos de vida e ao interesse do(s) público(s). Estes desejam “que os jornais lhes digam como ficarem ricos e o que podem eventualmente fazer ao fim da tarde”, seguindo Sammy Papert, chefe-executivo da Belden Associates, uma empresa de consultadoria para jornais norte-americanos . A fuga de leitores para a internet está em marcha há alguns anos e mesmo os mais cépticos empresários das notícias têm estado atentos às elevadas taxas de consumo dos produtos culturais na internet e noutras plataformas multi-usos (dos telemóveis aos dispositivos portáteis digitais). Nas redacções, alguns dos mais experientes jornalistas permanecem, por enquanto, a trabalhar unicamente para o formato em papel. Mas as secções de gestão e de marketing estão a decidir que todos os jornalistas, num futuro muito próximo, terão de produzir conteúdos adaptados aos diferentes suportes multimédia, necessários à promoção de todo o grupo empresarial. Do website para o impresso (estratégia de ‘online first’) e do impresso ao website; dos canais de televisão e de rádio aos portais com conteúdos concebidos para difusão em plataformas integradas. Políticas de gestão que muitos editores – i.e. jornalistas – continuam a recusar adoptar sem que exista um debate prévio sobre as consequências destas mudanças nas práticas e perfis dos jornalistas em nome da qualidade informativa. Esta comunicação pretende problematizar as tendências de implementação de renovadas concepções editoriais nas redacções portuguesas, ainda em fase embrionária e experimental, naquele que é um processo liderado por gestores, via consultores que se escudam em estudos de mercado e na prospecção de audiências, devidamente apoiados pelos accionistas e dirigentes dos respectivos grupos mediáticos que representam.
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