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Comunicaciones |
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Estructura de los medios |
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| Bento, António- |
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Los medios y los fines
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Pela mera força do hábito umas vezes, por simples condicionamento idólatra outras, tendemos a falar de mediações (o conjunto das operações dos media) quase exclusivamente por relação aos aparelhos técnicos ou por relação aos programas que lhes dão vida. O que isto significa é que já só possuímos – nós, os modernos – uma maneira exclusivamente técnica de conceber a actividade dos media. A verdade, porém, é que os seres humanos são os media primários – quanto aos aparelhos, ou aos algoritmos que põem as máquinas a trabalhar, eles são apenas uma espécie de «amplificadores». Com efeito, quando se observa a estrutura de funcionamento dos media e se procura definir os conceitos de imediato e de mediato, é sempre por relação, respectivamente, aos conceitos correlatos de directo/presente e de indirecto/ausente. Não por acaso, as mediações técnicas que caracterizam a operatividade dos media são outras tantas formas de tornar o ausente presente e o mediato imediato. Contudo, face à necessidade de estabelecer uma definição consequente dos termos imediato e mediato, levanta-se actualmente o seguinte paradoxo: do ponto de vista de uma formulação meramente técnica da técnica, temos hoje uma equação com a seguinte forma: quanto mais mediato mais directo (ou menos indirecto); e quanto mais imediato mais indirecto (ou menos directo). A presente comunicação, procurando trazer à luz do dia a estrutura de funcionamento dos media, visa mostrar como essa estrutura opera alternadamente entre a esfera mediata da técnica e a esfera imediata da magia. O que ela se propõe mostrar é que ao mediato técnico corresponde um fora sem dentro, uma pura exterioridade que se constitui como uma espécie de réplica ao imediato mágico, o qual corresponde a um dentro sem fora, ou a uma parousia absoluta. O sentido contemporâneo desta reciprocidade aparenta ser o seguinte: a técnica vem hoje de fora para dentro, como outrora a magia terá vindo de dentro para fora.
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