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AE-IC Santiago 2008
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I+C: A creatividade e a produción de contidos
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Jorge Paixao da Costa
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Un estudo do profesor José Angel Cortés Lahera de 2003 caracterizaba ao potencial espectador de TV como nervioso e insatisfeito, consumindo horas de televisión de xeito compulsivo.

Ese espectador devora os contidos de televisión a través dun mosaico de programación, constituído por media hora dun filme, dez minutos dun concurso, a metade dun telexornal e o final dunha serie. Este fenómeno está acompañado por unha evolución gradual de horas de consumo en fiestras alternativas, por exemplo internet e os videoxogos, así como unha proliferación de múltiples canles, falta de seriedade no anuncio da programación, omnipresencia do televisor e banalización do mando a distancia que transforman o consumo normal de contidos televisivos nunha forma apática de ver TV.

Cal é o futuro dos contidos tradicionais de ficción nunha conxuntura que se caracteriza por unha dispersión sistemática, unha atención tipicamente fraccionada e unha dificultade de constitución de masa crítica pública, alicerce da evolución na creatividade, progreso e consolidación dos xéneros televisivos de ficción tradicionalmente desenvolvidos polos operadores xeralistas?.

Que facer, que alterar, para onde camiña, neste período de postelevisión, o modo de produción de xéneros televisivos de ficción, particularmente os máis populares (series e telenovelas)?


Um estudo do professor José Angel Cortés Lahera de 2003 caracterizava o potencial espectador de TV como nervoso e insatisfeito, consumindo horas de televisão de forma compulsiva.

Esse espectador devora os conteúdos de televisão através de um mosaico de programação, constituído por meia hora de um filme, dez minutos de um concurso, metade de um telejornal e o final de uma série. Este fenómeno é acompanhado por uma evolução gradual de horas de consumo em janelas alternativas, como por exemplo a internet e os vídeo games, assim como uma proliferação de múltiplos canais, falta de seriedade no anúncio da programação, omnipresença do televisor e banalização do comando à distância que transformaram o consumo normal de conteúdos televisivos numa forma apática de ver TV.

Qual o futuro dos conteúdos tradicionais de ficção numa conjuntura que se caracteriza por uma dispersão sistemática, uma atenção tipicamente fraccionada e uma dificuldade de constituição de massa crítica pública, pilar da evolução na criatividade, progresso e consolidação dos géneros televisivos de ficção tradicionalmente desenvolvidos pelos operados generalistas?

O que fazer, o que alterar, para onde caminha, neste período de pós-televisão, o modo de produção de géneros televisivos de ficção, particularmente os mais populares (séries e telenovelas)?
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AE-IC Santiago 2008
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Congreso internacional fundacional AE-IC I+C Investigar a Comunicación | Actas e memoria final
ISBN: 978-84-612-3816-3
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